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Dicas Culturais do Verô

Lina Bo Bardi (1914-2014)  –  Centenário de nascimento

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Sustentabilidade

Impacto do aquecimento global será ‘grave e irreversível’, diz ONU

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Lina Bo Bardi (1914-2014) – Centenário de nascimento

A arquiteta Lina Bo e o crítico de arte Pietro Maria Bardi em frente à lareira no salão da Casa de Vidro

País sem memória é o clichê dos clichês para falar do Brasil. Infelizmente, ele se reafirma sempre. País sem memória em relação ao seu patrimônio histórico, já que manipulações políticas e propinas todos os dias driblam as leis e imóveis preciosos são postos abaixo para permitir a construção de estacionamentos , espigões e shopping centers. País sem memória no mercado editorial. Em 2013 a Companhia das Letras lançou TODA POESIA, livro que reúne todos os livros de Paulo Leminski, um poeta de primeiro time e muito admirado pelo público jovem. Até então, quase todos os seus livros estavam fora de catálogo. As obras de Marguerite Duras e Marguerite Yourcenar, duas das maiores escritoras do século XX, estão quase todas esgotadas no mercado editorial brasileiro há quase trinta anos.

Não diferente é o esquecimento do Brasil em relação aos seus grandes arquitetos. Rino Levi projetou, entre outros, o prédio da FIESP na Avenida Paulista e a Residência Olivo Gomes (atual Fundação Cassiano Ricardo) em São José dos Campos. Esta última, erguida entre 1949-51, figura em muitos livros e revistas de arquitetura como um dos melhores projetos da arquitetura modernista mundial. Não obstante, a maioria dos imóveis assinados por Rino Levi foram demolidos. As ideias urbanísticas de Affonso Reidy, autor do projeto do Aterro do Flamengo, foram ignoradas posteriormente por diversas gestões da Prefeitura do Rio de Janeiro e muitos dos problemas críticos que a cidade hoje enfrenta poderiam ter sido evitados se suas ideias não tivessem sido desprezadas.

Residência Olivo Gomes (atual Fundação Cassiano Ricardo), 1949-51, projeto de Rino Levi, São José dos Campos. O painel de azulejos ao fundo e o jardim são de Burle Marx

Escada da Residência Olivo Gomes

Um dos cartões postais da cidade de São Paulo é o MASP, cujas pilastras brutalistas vermelho sangue sustentam o imenso vão livre que preserva a vista do centro da cidade. Sua arquiteta, a ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, assinou também o projeto do Sesc Pompeia, transformando uma antiga fábrica num original e interessantíssimo espaço que abriga teatros, sala de show, espaços de exposições e restaurante. Foi responsável ainda pelo projeto do Teatro Oficina, criando um palco na forma de pista e driblando um terreno de largura mínima, além de integrar árvores e bananeiras dentro do próprio teatro. Em 2014-2015 comemora-se o centenário de nascimento de Lina, arquiteta que, pouco mais de 20 anos após sua morte, está praticamente esquecida.

A verdade é que a arquitetura brasileira, que foi referência mundial nos anos 40 e 50, hoje é uma conjugação de espalhafato, cafonice e ostentação. Não à toa, o Brasil tem comparecido em mostras internacionais apenas com projetos de habitações coletivas. E um olhar pelas médias e grandes cidades brasileiras, seja nas avenidas comerciais ou nos chamados condomínios de luxo, revela os espigões espelhados ou residências no estilo castelo-da-bruxa-de-filmes-walt-disney. O que seria, para lembrarmos a canção de Tom Jobim, “arquitetura de morar”, virou arquitetura de exibir, abolindo-se o binômio beleza-funcionalidade.

Contra esse desprezo e esquecimento de alguns dos mais geniais arquitetos que o país já produziu, o Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi vem promovendo uma série de exposições comemorativas do centenário de Lina, destacando-se a abertura da Casa de Vidro, onde a arquiteta residiu a maior parte de sua vida. Localizada no Morumbi, a casa foi erguida em 1951 e constituiu o primeiro projeto de Lina, já revelador do seu talento. A Casa de Vidro permanece aberta ao público esporadicamente mas esta exposição é especial porque, pela primeira vez, praticamente todos os cômodos estão abertos à visitação. Em geral, só é possível visitar o grande salão de vidro, onde se encontra parte do acervo de obras de arte reunidos pelo casal Lina (1914-1992) e Pietro (1900-1999).

Fachada da Casa de Vidro projetada por Lina Bo Bardi, 1951, São Paulo

SALÃO E CASINHA

Nesta abertura da Casa, é possível visitar o salão, a parte fria, os banheiros, o closet e o quarto do casal. E aí mora uma das grandes tacadas do projeto. Lina costumava chamar as alas fria e íntima de “casinha”, em oposição ao salão. O salão de vidro corresponde às fotos clássicas da Casa (reproduzidas em revistas e livros) e se organiza segundo as coordenadas principais da arquitetura modernista brasileira: estrutura em pilotis, amplas vidraças, piso de pastilhas de vidro, portas simples e total ausência de elementos decorativos supérfluos. Já a “casinha” corresponde a três quartos pequenos, dois banheiros, um corredor estreito, uma generosa cozinha, além da ala dos empregados e da lavanderia. Em contraponto com as gigantescas vidraças da ala social, a casinha possui janelas pequenas com venezianas pintadas de verde, o que remete a uma casinha interiorana ou de fazenda.

 Esse contraste cria uma tensão entre o moderno e o tradicional e o olho lê, por trás da inovação, a memória do país. Processo semelhante pode ser encontrado no Palácio da Alvorada, no qual Niemeyer conjugou as estruturas de concreto armado e vidraças com a vasta varanda que remete às antigas casas de fazenda coloniais. Outra solução original do projeto da Casa de Vidro são as duas paredes laterais, parcialmente (a parte da cozinha e do quarto do casal) construídas com chapas de ferro (a primeira pintada de vermelho na parte externa e verde escuro na interna, a do quarto em ambos os lados de azul roial). As chapas foram uma solução para diminuir o peso da construção, uma vez que esta se apoia basicamente no quadrado de concreto que se levanta na parte central da casa.

 Quando olhamos para a fachada da Casa de Vidro, um dos elementos arquitetônicos que mais chamam a atenção são os pilotis. Sua função, no entanto, é mais decorativa do que estrutural. Eles estão enterrados a pouco mais de trinta centímetros e a casa se apoia mesmo no quadrado central, em meio ao qual ergue-se uma gigantesca seringueira. No imenso jardim de mais de oito mil metros quadrados, há centenas de árvores de porte, entre as quais seringueiras e paineiras plantadas junto à casa. Sabemos que seringueiras e paineiras desenvolvem raízes poderosas capazes de abalar grandes estruturas arquitetônicas. E essa foi a intenção de Lina ao plantá-las. Ela acreditava que as construções, como os seres e as obras de arte, deveriam ter o seu tempo e este tempo é efêmero e não eterno. Seringueiras e paineiras fariam, enfim, com que um dia a Casa ruísse!

Quadrado de concreto que sustenta a Casa e abriga uma seringueira

Não à toa, enquanto Lina residia ali, o jardim abrigava uma Diana grega do século III a. C. Isso mesmo,no jardim, exposta a todas as intempéries (hoje a escultura se encontra no salão da residência). No mesmo diapasão de uma consciência de que os seres e as coisas devem obedecer ao ritmo da natureza, a Casa de Vidro não possui, exceto na cozinha, nenhuma iluminação direta. Há um reduzido número de arandelas (geralmente uma em cada ambiente), pois a arquiteta pensava que os trabalhos deveriam se encerrar com a luz do dia, ecoando a dinâmica da vida campesina anterior à primeira Revolução Industrial. Lina buscava um viver natural, sem as malhas e tralhas do conforto burguês. Por isso sempre projetou cadeiras e móveis propositalmente desconfortáveis. Conversar ou assistir a um espetáculo são atos, ao seu olhar, que exigem atenção: “poltronas confortáveis é para o público francês, que vai ao teatro para dormir”, costumava dizer.

Daí o desconforto do qual o público tanto reclama nas salas de espetáculos ou outros espaços projetados por Lina. Lembremo-nos das cadeiras girafa do restaurante do MASP, das duras e exíguas cadeiras do Sesc Pompeia ou das estranhas cadeiras do Teatro Castro Alves em Salvador, estas últimas reproduzidas no corredor da Casa. Não diferente são os móveis domésticos. No salão estão expostas cadeiras, poltronas e banquetas que integravam a decoração original da Casa e foram utilizadas durante décadas pelo casal. Todas igualmente desconfortáveis, pois o tempo em que se está sentado é para conversar e pensar, não para dormir.

ECLETISMO COM ELEGÂNCIA

Lina e Pietro colecionaram obras de arte ao longo de toda a vida. Não tinham preferência por um estilo. Assim, a Casa abriga uma coleção eclética: móveis modernos desenhados pela própria Lina, como poltronas, banquetas, camas e criados feitos com canos de ferro, convivem com cadeiras de couro e mesas de marchetaria. Vasos art nouveau de Gallé dividem o espaço com bichos de madeira e pano do mais autêntico artesanato brasileiro. Mas o maior ecletismo talvez esteja nas esculturas. Lina não desposava nenhuma religião mas admirava muitos ritos da cultura africana, de modo que o salão abriga esculturas de orixás e Nossa Senhora, São Jorge e Buda, além da já referida Diana grega. Madeira, pedra e bronze contrastam com as vidraças, as pastilhas e o concreto armado.

Salão da Casa de Vidro com poltronas tubulares criadas por Lina e que convivem com a poltrona Eames (ao fundo) e a chaise longue Le Corbusier (à direita)

Na cozinha, as pastilhas negras do chão compõem com a extensa bancada inox (uma ousadia para a época em que a casa foi construída) onde estão as cubas. E a parede de chapas de ferro não briga com as prateleiras protegidas por cortinas em delicado xadrez, evocando a vida interiorana. Lina gostava da simplicidade. Na sala de jantar, por exemplo, a mesa por ela desenhada é de jade, evidenciando sua preferência por pedras semipreciosas. Aliás, nas muitas joias que a arquiteta criou, sua inclinação também era por pedras semipreciosas e quando, mais raramente, optava pelas pedras preciosas buscava quebrar esta, digamos, nobreza, combinando-as com bronze, latão ou outros materiais menos nobres. Realizava, assim, o livre trânsito da natureza, na qual encontramos no mesmo solo o ouro e a lama, a flor e a putrefação.

Chapas de ferro pintadas de verde escuro, pastilhas pretas no chão e bancada de inox

A ideia de ecletismo e de integração dos espaços externos e internos dialoga com as atitudes ideológicas de Lina, que sempre defendeu uma arquitetura a serviço do homem. Amiga muito próxima de Oscar Niemeyer, discordava radicalmente dos conceitos de arquitetura do criador de Brasília. Enquanto Niemeyer sempre defendeu a plasticidade, afirmando que gostava de criar coisas belas destinadas à admiração (o que não significa que não pensasse na dimensão humana da arquitetura), Lina abraçava a ideia de uma arquitetura política, radicalmente enraizada nas necessidades do seu tempo. Por isso enfrentou sérios problemas com a ditadura militar e, ameaçada de morte, viu-se obrigada a silenciar suas opiniões sobre o regime. Isso aconteceu quando ela era professora na Universidade Federal da Bahia.

Voltando à Casa, encontramos o ecletismo em vários elementos que compõem o jardim. Espalhado por um terreno bastante acidentado, ele foi plantado por Lina. Ao contrário do que usualmente pensamos, não havia árvores no local e da Casa, quando foi erguida em 1951, avistava-se o rio Pinheiros. As mudas de árvores foram espalhadas um tanto a esmo, outro obedecendo a princípios do candomblé. Assim, o jardim evoca uma ideia de espontaneidade que, ao mesmo tempo, funda-se (passemos o paradoxo) num planejamento que obedece a princípios de natureza religiosa. Nos fundos da Casa estão o forno, a horta e o canil, em meio aos quais circula uma gata dócil e irritada. Quando Pietro morreu, em 1999, ela era filhote dos gatos que sempre foram outra paixão do casal.

Para além do interesse da Casa em si mesma, do mobiliário, das obras de arte e do jardim, os visitantes são brindados com uma exposição de livros, maquetes, documentos e manuscritos de Lina, além de alguns objetos como o capacete que ela usou durante as obras do Sesc Pompeia.

LOCAL: Rua General Almérico de Moura, 200 (não há estacionamento, é necessário deixar o carro na rua), Morumbi.

QUANDO: a referida exposição do Centenário permanece aberta ao público até 19.07.15.

HORÁRIO: quinta a domingo, das 10h00min às 16h00min. Há uma visita guiada que dura pouco mais de uma hora. A visita acontece quando há pelo menos cinco pessoas na casa.

QUANTO: entrada franca

Indicações Bibliográficas e cinematográficas

LIVROS: há muitos livros e teses sobre Lina Bo Bardi. Entre tantos, destaca-se LINA POR ESCRITO – TEXTOS ESCOLHIDOS DE LINA BO BARDI, organizado por Silvana Rubino e Marina Gainover. Sobre Rino Levi há um livro de excepcional qualidade: RINO LEVI – ARQUITETURA E CIDADE, com textos de Renato Anelli, ensaios fotográficos de Nelson Kon e coordenação editorial de Abilio Guerra. Quanto a Niemeyer, a bibliografia é imensa, destacando-se a obra iconográfica NIEMEYER 360 GRAUS.

Sobre os arquitetos mencionados neste artigo existem os documentários AFFONSO REIDY – A CONSTRUÇÃO DA UTOPIA, de Ana Maria Magalhães, e OSCAR NIEMEYER – A VIDA É UM SOPRO, de Fabiano Maciel (ambos disponíveis no ACERVO DE FILMES DO CPV).

Prof. César Veronese (CPV Vestibulares)

Prazo para pagar taxa do Enem 2015 termina nesta quarta-feira (10)

Inscrição só é confirmada após o pagamento; candidato tem até as 21h59 para quitar o boleto

Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem até esta quarta-feira (10) para pagar a taxa de R$ 63 e assim confirmar a inscrição. O pagamento deve ser feito até as 21h59, no horário de Brasília. As provas estão marcadas para os dias 24 e 25 de outubro.

“Quanto mais cedo a pessoa pagar, melhor é, porque evita qualquer tipo de problema”, orienta o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. “Imagine por exemplo que a pessoa esteja querendo pagar e perde a conexão de linha ou falta a luz e não consegue pagar. Ela não terá chance. Isso não é justificativa.”

De acordo com Ministério da Educação (MEC), cerca de 8,5 milhões de pessoas se inscreveram nesta edição do Enem – 3,4 milhões devem pagar a taxa. O número equivale a 40,2% dos inscritos.

Quem não imprimiu a Guia de Recolhimento da União (GRU) no fim do processo de inscrição ainda pode fazer o procedimento. Para isso, basta acessar a página do Enem e informar o CPF e a senha. Os estudantes que vão concluir o ensino médio este ano em escolas públicas são isentos automaticamente.

Também não pagam a taxa os participantes que solicitarem a isenção por carência, ou seja, aqueles que têm renda renda familiar por pessoa igual ou inferior a um salário mínimo e meio e que cursaram o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola da rede privada. Participantes que declararam ser integrantes de família de baixa renda ou estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica também são isentos.

Quem declarou carência deve verificar na página do participante se o pedido de isenção da taxa foi autorizado. Caso isso não ocorra, deve fazer o pagamento também até hoje.

O Enem foi criado para avaliar os alunos que estão encerrando o ensino médio ou que já o concluíram em anos anteriores. Estudantes que não terminaram o ensino médio este ano podem participar como treineiros, ou seja, o resultado não poderá ser usado para participar de programas de acesso ao ensino superior.

Este ano, a taxa de inscrição foi reajustada pela primeira vez desde 2004. Passou de R$ 35 para R$ 63, com o objetivo de repor perdas com a inflação.

http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/prazo-pagar-taxa-enem-2015-termina-nesta-quarta-feira-10-874745.shtml 

22 LIVROS QUE SÃO DIAMANTES PARA O CÉREBRO

Livros, bons livros, são verdadeiros diamantes para o cérebro ou, se se quiser, para a alma. Aliás, até maus livros, se bem lidos, se tornam pelo menos uma vistosa bijuteria. Nesta lista, idiossincrática como qualquer outra, menciono livros que, em geral, foram editados no Brasil há alguns anos. Mas poucos estão fora de catálogo. Os que estão podem ser encontrados em sebos — caso da obra-prima “Paradiso”, romance do Lezama Lima. Quando Fidel Castro for um rodapé na história de Cuba, daqui a 55 anos, Lezama Lima permanecerá sendo lido.

Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Goethe

Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister

O livro de Johann Wolfgang von Goethe “criou”, segundo Marcus Vinicius Mazzari, “o gênero que mais tarde foi chamado de ‘romance de formação’ (Bildungsroman), a mais importante contribuição alemã à história do romance ocidental. (…) Goethe empreendeu a primeira grande tentativa de retratar e discutir a sociedade de seu tempo de maneira global, colocando no centro do romance a questão da formação do indivíduo, do desenvolvimento de suas potencialidades sob condições históricas concretas”. (Editora 34, tradução de Nicolino Simone Neto.)

A Consciência de Zeno, de Italo Svevo

A Consciência de Zeno

Svevo às vezes é mais citado como “o” amigo italiano de James Joyce. O irlandês foi seu professor de inglês. Poucas vezes um burguês foi retratado com tanta felicidade quanto neste romance. Zeno, um fumante inveterado — nada politicamente correto —, submete-se à psicanálise e, em seguida, desiste, porque deixa de acreditar na “ciência” de Freud. O livro é de 1923. Zeno, grande personagem, faz um mergulho poderoso na sua própria vida. Otto Maria Carpeaux qualificou o romance de “genial”. (Tradução de Ivo Barroso. Editora Nova Fronteira.)

Folhas de Relva, de Walt Whitman

Folhas de Relva

Walt Whitman não é “um” e sim “o” poeta norte-americano. Segundo Otto Maria Carpeaux, é um “poeta para poetas”. Dado o uso intensivo do verso livre, que ele “criou” como um método — então novo e rebelde em relação à poesia metrificada —, o poema longo de Whitman deveria ser de fácil acesso. Se fosse russo, seria cantado nas ruas, como se faz com Púchkin. A dificuldade teria a ver mais com o poema longo do que com o poema em si? Pode ser. O que a poesia de Whitman exige é um leitor atento. Harold Bloom o apresenta como “fundador” da poesia americana. “O” poeta. Há algumas traduções no Brasil. As mais citadas são as de Bruno Gambarotto (Hedra), Rodrigo Garcia Lopes (Iluminuras) e Geir Campos (Civilização Brasileira). Há uma da Editora Martin Claret.

A Montanha Mágica, de Thomas Mann

A Montanha Mágica

É o segundo grande romance de formação alemão. O livro conta a história do jovem Hans Castorp, que, ao visitar uma clínica para tuberculosos na Suíça, amadurece, participa de debates filosóficos. Enfim, vive e cresce. Mann escreveu: “E que outra coisa seria de fato o romance de formação alemão, a cujo tipo pertencem tanto o ‘Wilhelm Meister’ como ‘A Montanha Mágica’, senão uma sublimação e espiritualização do romance de aventuras?” (Nova Fronteira, tradução de Herbert Caro.)

A Lebre Com Olhos de Âmbar, de Edmund de Waal

A Lebre Com Olhos de Âmbar

O romance de Wall parece, à primeira vista, um trabalho de arqueologia literária escrito por uma sensibilidade do século 19. Há, aqui e ali, uma percepção meio proustiana da vida. Porém, a obra é de 2010. O belíssimo livro, escrito por alguém que tem a percepção de que Deus às vezes está nos detalhes, ganhou elogios de pesos pesados. “De maneira inesperada, combina a micro arte das miniaturas com a macro história, em um efeito grandioso”, disse Julian Barnes. “Uma busca, descrita com perfeição, de uma família e de um tempo perdidos. A partir do momento em que você abre o livro, já está numa velha Europa inteiramente recriada”, afirma Colm Tóibín. (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza. Editora Intrínseca.)

Guerra e Paz, de Liev Tolstói

Guerra e Paz

Se tivesse lido cuidadosamente o romance “Guerra e Paz” — literatura e história —, Adolf Hitler não teria invadido a União Soviética, em 1941, ou seja, 129 anos depois, mas com os mesmos resultados funestos das tropas de Napoleão Bonaparte. Liev Tolstói examinou a história cuidadosamente e escreveu um romance poderoso a respeito da invasão napoleônica de 1812. Seu trabalho literário rivaliza-se com as melhores histórias sobre o assunto. Detalhe: além da guerra, ele examina minuciosamente a vida civil do período. Como complemento, o leitor pode consultar “1812 — A Marcha Fatal de Napoleão Rumo a Moscou”, de Adam Zamoyski. (Tradução de Rubens Figueiredo, a única feita a partir do russo. Editora Cosac Naify.)

Paradiso, de Lezama Lima

Paradiso

Trata-se do mais importante romance escrito por um cubano. Lezama Lima é o James Joyce ou o Guimarães Rosa de Cuba. Sua prosa barroca é densa, às vezes de difícil apreensão, mas uma leitura cuidadosa, observando-se seus vieses, leva o leitor ao paraíso. Julio Cortázar escreveu sobre o livro: “‘Paradiso’ é como o mar… Surpreendido em um começo, compreendo o gesto de minha mão quando toma o grosso volume para olhá-lo uma vez mais; este não é um livro para ler como se leem os livros, é um objeto com verso e reverso, peso e densidade, odor e gosto, um centro de vibração que não se deixa alcançar em seu canto mais entranhado se não se vai a ele com algo que participe do tato, que busque o ingresso por osmose e magia simpática”. (Brasiliense, com tradução de Josely Vianna Baptista. A poeta refez a tradução, mas um imbróglio jurídico a impede de publicá-la.)

Enquanto Agonizo, de William Faulkner

Enquanto Agonizo

“O Som e a Fúria”, de William Faulkner, é o “Ulysses” norte-americano. Mas o escritor que resgatou a história do sul profundo dos Estados Unidos por meio da literatura tem um romance menor (em tamanho) e de alta qualidade — “Enquanto Agonizo”. Neste livro, todos os personagens têm vozes, apresentadas em igualdade de condições. As vozes parecem um coro e as pessoas estão carregando um caixão, com o corpo da matriarca da família, mas é como se não saíssem do lugar. (Tradução de Wladir Dupont, L&PM.)

Aquela Confusão Louca da Via Merulana, de Carlo Emilio Gadda

Aquela Confusão Louca da Via Merulana

James Joyce “inventou” clones em alguns países: William Faulkner, nos Estados Unidos, e Guimarães Rosa, no Brasil, são, quem sabe, os mais conhecidos. Chamá-los de clones contém um certo desrespeito, mas, sem Joyce, Guimarães Rosa certamente teria sido um José Lins do Rego melhorado. Assim como Faulkner seria um Mark Twain mais denso. Mas pode-se falar num Joyce italiano? É possível. Carlo Emilio Gadda, autor de “Aquela Confusão Louca da Via Merulana” (Record, tradução de Aurora Bernardini e Homero de Freitas Andrade), é uma espécie de Joyce que “canibalizou” Rabelais. É visto como intraduzível. Acima de tudo, é um belíssimo escritor, autor de histórias fortes contadas de modo inventivo e de uma maneira às vezes frenética.

Três Tristes Tigres, de Guillermo Cabrera Infante

Três Tristes Tigres

O livro é uma orgia linguística e, por isso, às vezes assusta o leitor desavisado. Mas, se passar da página 50, o leitor não vai mais parar a leitura deste livro de arquitetura perfeita, que não se revela assim, dada sua fragmentação. Cabrera Infante diverte o leitor, em cada página, ao resgatar, com precisão, a oralidade e a vida comum e a vida cultural de Cuba. Logo no início, no qual há mistura de línguas, Carmen Miranda e Joe Carioca são citados. Oswald de Andrade veria, neste belíssimo romance, a antropofagia trabalhada com mestria. (Luís Carlos Cabral traduziu o romance com rigor, decifrando ao máximo suas muitas dificuldades linguísticas e culturais. José Olympio Editora.)

Branca Voz da Solidão, Emily Dickinson

A Branca Voz da Solidão

Esclareça-se: a poeta norte-americana Emily Dickinson não publicou nenhum livro. Seus quase 2 mil poemas foram publicados depois de sua morte, em 1886. Ela tem sido bem traduzida no Brasil, desde Manuel Bandeira até Augusto de Campos e Aíla de Oliveira Gomes. Mas ninguém fez tanto pela poesia de Emily Dickinson no Brasil quanto José Lira, tradutor desta coletânea. Lira não introduziu sua poesia no país, mas pode-se dizer que a consolidou — tanto com as traduções inventivas quanto com a crítica refinada. Outro livro traduzido por ele: “Emily Dickinson: Alguns Poemas”. (Editora Iluminuras.)

Vida Querida, de Alice Munro

Vida Querida

Alice Munro é uma das maiores escritoras canadenses. É considerada como a Tchekhov da América, embora seja menos ousada do que o russo. Seus contos são romances em miniatura, amplamente desenvolvidos e, às vezes, sutis. Neste livro, além dos contos, há narrativas autobiográficas — um artifício inteligente no qual se usa a ficção para iluminar pedaços sempre escuros da vida dos indivíduos. (Tradução de Caetano W. Galindo, Companhia das Letras)

 Sagarana, de Guimarães Rosa

Sagarana

Todos sabem: a obra-prima de Guimarães Rosa é “Grande Sertão: Veredas”, o romance brasileiro que mais dialoga com a literatura internacional — e sem submissão. Nos contos não há a mesma invenção, aquela linguagem rodopiante, que às vezes deixa o leitor tonto. Ainda assim, os contos de “Sagarana” merecem uma leitura atenta, alguns são “Pequenos Sertões: Veredas”. Alguém é capaz de ler e esquecer, por exemplo, “A hora e a vez de Augusto Matraga” e “Corpo Fechado”? (Editora Nova Fronteira)

Memorial de Aires, de Machado de Assis

Memorial de Aires

Se der ouvidos a certa crítica, o leitor patropi passará a acreditar que Machado de Assis só escreveu três romances: “Dom Casmurro”, “Quincas Borba” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. O mago dos contos raramente é citado, exceto por alguns especialistas, como o inglês John Gledson. Mas há um “romancinho” de Machado de Assis que é maravilhoso. “Memorial de Aires” é muito bem escrito. É de uma sutileza rara no panorama cultural brasileiro. E, claro, é divertido, talvez porque menos “pretensioso” (a grande arte é sempre pretensiosa) do que as obras-primas “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

Reparação, de Ian McEwan

Reparação

Pense em Ian McEwan como uma espécie de Henry James modernizado, pós-jazz e pós-rock. O autor, talvez o mais refinado escritor inglês vivo — acima de pares como Martin Amis e Julian Barnes (este, às vezes subestimado, ao menos no Brasil) —, aparentemente mistura, aqui e ali, tanto Virginia Woolf quanto Henry James em suas histórias. Mas sua dicção para mostrar a ambivalência dos indivíduos é moderna, não é do século 19, quando James, o Henry, se formou. McEwan conta, em “Reparação”, uma história extraordinária, mas o modo como a relata, com personagens “manipulados” pelo meio e pelas próprias personagens, ou por uma delas, é que torna o romance interessante. Fica-se com a impressão de que há duas histórias — uma dominante e uma alternativa. O que é e o que poderia ter sido.

Ulysses, de James Joyce

Ulysses

É o romance dos romances. Não é à toa que o idiossincrático Harold Bloom — que avalia que Shakespeare é Deus, e não apenas da literatura, pois teria inventado o homem que se tem hoje nas ruas — considere James Joyce como um par do autor de “Hamlet” e “Rei Lear”. “Ulysses” reinventa o romance moderno, tornando os posteriores espécies de sombras, não raro pálidas. Mesmo quem não o segue, rumando para outra estética, acaba se tornando tributário. As três traduções são de Antônio Houaiss (Civilização Brasileira), Bernardina Pinheiro (Objetiva) e Caetano W. Galindo (Companhia das Letras).

São Bernardo, de Graciliano Ramos

São Bernardo

O romance mais importante de Graciliano Ramos é “Vidas Secas? Sem dúvida. Mas, num tempo de hegemonia dos estudos de gênero — que matam a literatura em nome de uma ideologia primária —, nada mais significante do que indicar “São Bernardo”. Este livro, se as feministas atuais lessem — as que leem são exceções —, se tornaria uma bíblia. Mas uma bíblia sem concessões moralistas. Poucos autores patropis, mesmo entre as mulheres, construíram tão bem um homem autoritário, até totalitário, quanto o Velho Graça. (Editora Record)

 Retrato de uma Senhora, de Henry James

Retrato de uma Senhora

Mestre da ambiguidade, Henry James construiu romances de alta voltagem sobre grandes mulheres, americanas ou inglesas. Pode-se dizer, até, que suas mulheres, sempre mais sutis, são mais bem construídas do que as personagens masculinas. Neste romance, há uma grande personagem, Isabel Archer. O leitor poderá sugerir: “Mas ela é enganada por um homem”. Por certo, é. Mas permanece como uma grande personagem. Este livro — ao lado de “As Asas da Pomba” — deveria ser lido por todos os leitores, sobretudo pelas mulheres. Os homens deveriam amarrá-las para que lessem esta obra-prima? Nem tanto. É crime. A Lei Maria da Penha é um perigo. (Companhia das Letras, tradução de Gilda Stuart.)

Conversa no Catedral, de Mario Vargas Llosa

Conversa no Catedral

O percurso literário de Vargas Llosa é curioso. Começou como um autor inventivo, na linhagem de Faulkner, e se tornou, nos romances mais recentes, um escritor mais tradicional, tão límpido quanto, digamos, Flaubert. Tornou-se um grande narrador clássico, mais acessível. Seu romance mais experimental é “Conversa no Catedral”, no qual diálogos de personagens diferentes são misturados, numa bela orgia linguística. É como se o Nobel de Literatura nos dissesse que a Linguagem é uma personagem tão ou mais importante do que Santiago e Ambrosio. (Alfaguara, tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht.)

 Poesia 1930-1962, de Carlos Drummond de Andrade

Poesia 1930-1962

O poeta Carlos Drummond de Andrade talvez tenha apenas dois rivais em língua portuguesa — Camões e Fernando Pessoa. No Brasil, quem mais se aproximou, a uma distância de 10 mil quilômetros, foi João Cabral de Melo Neto. Ninguém mais. “Poesia 1930-1962 — Edição Crítica” contém o que há de melhor do escritor mineiro. É, digamos, sua bíblia. Aí está o Drummond, modernista total, de corpo e alma. Como presente de Natal, o preço é salgado, 179 reais, mas a edição, caprichada, vale a pena. O preço será esquecido, mas o presenteador e o livro decerto jamais serão olvidados. (Editora Cosac Naify)

 O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzatti

O Deserto dos Tártaros

O maior crítico brasileiro Antonio Candido aponta o romance do escritor italiano como um dos mais importantes da história da literatura. Fica-se com a impressão de que a história não anda, ou que anda para trás, ou melhor, que a personagem central, o tenente Giovanni Drogo, espera tanto que insinua-se paralisada, como se a história estivesse estancada. De permeio, a linguagem refinada de Dino Buzatti. (Editora Nova Fronteira, tradução de Aurora Fornoni Bernardini e Homero de Freitas Andrade.)

 Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust

Em Busca do Tempo Perdido

Harold Bloom percebe Marcel Proust como o maior escritor francês, acima de Flaubert, o “santo” de devoção de Mario Vargas Llosa. Proust não sabia avaliar se “Em Busca do Tempo Perdido” era um romance, ou algo mais. Talvez seja muito mais do que um romance. Quiçá uma bíblia da civilização humana, mais do que da francesa. Ciúme, memória-tempo, amizade, sexualidade — eis alguns dos temas candentes do escritor. Duas editoras se encarregaram de traduzir a obra-prima, a Globo e a Ediouro. No time de tradutores da Globo estão Mario Quintana, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, entre outros. Fernando Py enfrentou solitariamente as centenas de páginas de um autor de prosa densa (quem só defende literatura concisa não sabe a delícia que é Proust). Mario Sergio Conti prepara a terceira tradução para a Companhia das Letras.

http://www.revistabula.com/1752-22-livros-que-sao-diamantes-para-o-cerebro/

Maior parte da USP decide usar Enem

São Paulo – Das 42 unidades da Universidade de São Paulo (USP), 28 aceitaram usar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como alternativa à Fuvest.

A proposta inicial da reitoria é usar o exame para disputa de 15% das vagas em 2015.

Essas seriam reservadas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), plataforma digital do Ministério da Educação que reúne vagas no ensino superior público.

A adesão ao Sisu é feita por curso e não por instituição.

A ideia de adotar esse porcentual foi revelada pelo Estado em abril.

A definição de quantas vagas serão destinadas ao Enem em cada uma das graduações ainda será discutida internamente nas faculdades e nos conselhos superiores da USP.

O uso do exame é uma das principais apostas da reitoria para elevar os índices de inclusão.

Entre as unidades favoráveis estão Medicina, Direito, Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Nos câmpus do interior, a maioria também aprovou a ideia.

Já outras, como a Escola de Comunicação e Artes (ECA) e a Engenharia de São Carlos, resolveram não aderir. Também há os que não se manifestaram, caso da Poli e da USP Leste.

Segundo o pró-reitor de Graduação da USP, Antônio Carlos Hernandes, essa proporção de respostas positivas já indica que é certo o uso do exame na instituição.

“Se cada uma das 28 unidades colocar um curso (com vagas abertas para o Enem), teremos 28 cursos (no Sisu).”

A ideia da pró-reitoria é que as vagas pelo Enem sejam disputadas só por estudantes de rede pública.

“O mesmo aluno vai ter duas oportunidades para entrar em um curso na USP: a própria Fuvest e o Sisu”, diz Hernandes.

Até hoje, a universidade nunca adotou cotas, mas um sistema de bônus no vestibular.

A diferença entre os testes, segundo Hernandes, também ajuda os candidatos. “Na Fuvest, o foco no conteúdo é muito importante, pesado. E o Enem mede outras habilidades”, explica.

“Você tem dois exames distintos, com datas distintas e pode concorrer nos dois.” O Sisu também facilita a mobilidade: candidatos de todo País podem concorrer à vaga pelo sistema.

Na semana passada, a pró-reitoria enviou uma proposta de número de vagas para cada faculdade. A proporção varia de acordo com o grau de inclusão social e a concorrência no vestibular.

Na Medicina, por exemplo, seriam 25 das 175 cadeiras pelo Enem – 14,3% do total. A parcela de 15% das vagas disputadas pelo exame seria uma média para toda a USP.

As faculdades têm até o dia 12 de junho para responder à pró-reitoria sobre as sugestões. Depois, o tema será votado ainda em junho no Conselho de Graduação e no Conselho Universitário, órgão máximo da USP.

No último vestibular, a universidade ofereceu 11.057 vagas e teve 35,1% de matriculados vindos da rede pública. A meta é ter metade dos alunos de escola pública até 2018.

A expectativa da reitoria é de que as mudanças já entrem em vigor no próximo processo seletivo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/maior-parte-da-usp-decide-usar-enem 

Confira o que mudou no Enem 2015

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/veja-este-infografico-antes-de-fazer-a-inscricao-no-enem

Estudante mineira de 23 anos cria app que poupa água e ganha bolsa em universidade da NASA

A estudante mineira Mariana Vasconcelos, de 23 anos, ganhou uma bolsa para estudar dentro de uma universidade ligada à Agência Espacial Americana (Nasa), após encontrar uma solução para ajudar a resolver a questão da falta de água, problema que, nos últimos meses, tem atingido fortemente cidades como São Paulo.

Mariana criou uma plataforma que conecta um aplicativo para celulares a sensores instalados na terra que indica aos agriculturoes a medida certa de água que devem usar na atividade agrícola. Segundo a jovem empreendedora, o sistema promove uma economia de água de 30% a 70%. Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) diz que cerca de 70% da água doce do planeta é utilizada para irrigação na agricultura, mas 50% deste volume é desperdiçado.